O impacto dos hábitos alimentares na saúde

Foi publicado há dias este artigo sobre o impacto dos hábitos alimentares na saúde das pessoas de 195 países. Trago-vos aqui um resumo 😊

No ano de 2017, nos 195 países estudados, registaram-se 11 milhões de mortes e a perda de 255 milhões de anos de vida com saúde causados pelos maus hábitos alimentares. 

A elevada ingestão de sódio, a baixa ingestão de cereais integrais e a baixa ingestão de fruta foram as principais causas de morte e perda de anos de vida com saúde na maioria dos países.
As principais causas de morte relacionadas com os hábitos alimentares nestes países foram as doenças cardiovasculares, seguidas de cancro e de diabetes tipo 2.Os países com índice sócio-demográfico elevado e médio foram os que apresentaram um maior risco de morte e de perda de anos de vida com saúde pela elevada ingestão de sódio. No que diz respeito à baixa ingestão de cereais integrais, quer os países com maior índice como os com menor índice apresentaram elevado risco. 
Nos países com um índice sócio-demográfico mais baixo, foi a reduzida ingestão de fruta a maior causa de risco de morte e a reduzida ingestão de cereais integrais a maior causa de risco de perda de anos de vida com saúde.

Os autores do estudo referem também que:
– Estima-se que uma melhoria dos hábitos alimentares poderia evitar uma em cada cinco mortes globalmente.
– Ao contrário de outros fatores de risco para a saúde, os hábitos alimentares afetam as populações independentemente da idade, sexo e desenvolvimento sócio-demográfico do local onde vivem.
– Uma dieta sub-ótima é responsável por mais mortes do que qualquer outro fator de risco globalmente, incluindo o tabaco.
– Embora o sódio, a gordura e o açúcar tenham sido os maiores focos das políticas alimentares nas duas últimas décadas, este trabalho mostra que os maiores fatores de risco para a mortalidade são as dietas ricas em sódio, pobres em cereais integrais, fruta, frutos gordos e sementes, hortícolas e ómega 3.
– É necessário serem criadas políticas que afetem todo o sistema alimentar (não só o consumidor final) para haver uma melhoria na alimentação. Alterações nas práticas agrícolas, se não forem bem feitas, poderão trazer preocupações acerca do impacto ambiental nas alterações climáticas, perdas de biodiversidade, a degradação dos solos e a depleção de água doce.
– Tem surgido uma crescente evidência na última década em que mudar a dieta de alimentos não saudáveis de origem animal (carnes vermelhas e processadas, p.ex.) para alimentos saudáveis de origem vegetal (fruta, hortícolas e cereais integrais, p.ex.) estará associado a menores emissões de gases com efeito de estufa e, por isso, serem mais sustentáveis. Para além disso, esta mudança poderá ser positiva em termos de um menor uso de terrenos e de água. 
Em resumo, este trabalho mostrou que maus hábitos alimentares estão associadas com várias doenças crónicas e podem potencialmente contribuir significativamente para a mortalidade por doenças crónicas não transmissíveis em países de todo o mundo.
Assim, é urgente haverem esforços coordenados por todo o mundo para a melhoria da qualidade da alimentação humana.

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